Posts de Janeiro, 2007

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Geeks of the world: unite!

Janeiro 22, 2007

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Eu não escrevi nada sobre isso antes porque é quase impossível escrever sobre uma série de TV sem cair no drama dos spoilers. Especialmente uma série que é acompanhada em ritmos diferentes pelas pessoas que eu conheço.

 Mas é impossível deixar de falar de Heroes agora, já que hoje acaba o hiato maldito que nos deixou órfãos por tanto tempo. Estamos na metade da primeira temporada. A segunda já está garantida. A pergunta é: vai ter fôlego pra tudo isso, ou vai ser atacada pelo Lostzilla?

 Em primeiro lugar, é preciso entender o porquê de Heroes ser tão cultuada. Na minha opinião, é um indício de que a cultura nerd está tomando proporções tiranossáuricas no horário nobre, e eu não sei se isso é bom ou ruim. Alguns diriam, por exemplo, que, dentro da lógica de “super-heróis em horário nobre”, Smallville chegou primeiro. Apenas quero lembrar a essas pessoas que Smallville *não* é sobre super-heróis, é um The Lana Lang Show com tendências Melrose Place.

A melhor maneira que eu encontrei pra explicar o que *é* Heroes pras poucas almas hereges que restam à minha volta foi: imagina Corpo Fechado (Unbreakable, do Shyamalan) transformado em seriado. Os poucos que responderam com “eu nunca vi esse filme” foram sumariamente retirados da minha agenda de telefones. Mas é a comparação mais óbvia: pessoas comuns que percebem que são extraordinárias e que lutam pra entender o que está acontecendo, e o que devem fazer com aqueles “poderes”.

O grande trunfo da série, na verdade, é também o seu melhor personagem: Hiro (Masi Oka) é um nerd clássico, perfeitamente consciente dessa sua nova “condição” e que aceita com naturalidade que toda a sua vida mudou em função disso. Por ter um conhecimento de cultura pop que faz com que ele esteja à frente dos outros “heróis” na hora de entender as mudanças por que todos passam, Hiro é como um dos tantos nerds fãs da série. Ele é um de *nós* no meio *deles*.

Mas voltando à primeira dúvida: Heroes consegue se manter, ou cai na maldição da segunda temporada? Difícil saber. Já estamos na metade da primeira e, mesmo com alguns encontros fortuitos, a única vez em que vimos todos os heróis juntos foi numa visão do Peter (Milo Ventimiglia), no finalzinho do episódio 11. E não era uma visão das mais otimistas. Talvez depois desse hiato tenha chegado a hora de parar de apresentar os personagens (e fazer com que eu GOSTE deles, até os que não são tão importantes assim) e partir de vez pro que interessa.

Ação. Com super-heróis. No mundo “real”.

Os nerds de todo o mundo agradecem.

Considerações spoilerentas…. Siga sob seu próprio risco!

postado por Roxy

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Minha vida é um seriado

Janeiro 11, 2007

Eu já disse isso sobre muitas séries.

Tá, algumas.

Basicamente Dawson’s Creek. Um pouco de Felicity. Minha Vida de Cão, claro. E Anos Incríveis. Mas era sempre um que outro elemento ou, no caso de DC, a identificação com um personagem do sexo oposto.

Até eu assistir My Boys.

My Boys é uma série da TBS, a rede pública americana. Não tem atores famosos (a não ser que se conte o Kyle Howard, e eu realmente não acho que alguém além de mim e da Bebe lembre bem de Grosse Pointe a ponto de saber quem é). Mas tem um elenco afinadinho e que não depende de nome ou de aparência pra fazer a série funcionar.

 E depois de ter crises de riso em praticamente todos os episódios de How I Met Your Mother nessa temporada, eu realmente não achei que a fórmula de “grupo de amigos que está sempre juntos e discute relacionamentos” funcionaria tão bem.

Pode ser que ainda não funcione, eu só vi os dois primeiros episódios!

Basicamente, é a história de uma repórter esportiva do Chicago Sun-Times chamada PJ (Jordana Spiro), que tem como atividades semanais jogar pôquer e beber cerveja com os amigos. Dito assim, o primeiro comentário machista que vem à mente é bem aquele que você está pensando. O que obviamente não corresponde à verdade, já que em termos de relacionamentos amorosos, PJ é tão ou mais atrapalhada do que a Carrie de Sex & The City.

O que, aliás, fez eu me identificar tremendamente mais com ela do que com qualquer uma daquelas quatro patetas. PJ é tão acostumada a ser “um dos caras” que ela age assim mesmo quando todo o resto do mundo espera que ela aja “como menina”. Isso é complicado, mas é possível. Ela não deixa de ser feminina (embora se vista com menos frescura do que a melhor amiga) mas não enxerga a necessidade de agir como uma mulher esteriotipada apenas pra conseguir um encontro.

Esse conflito de ter que deixar de agir como ela mesma para chamar a atenção do sexo oposto parece ser um ponto de partida, e não o foco central da série. Espero que seja realmente assim, porque o apelo da protagonista é justamente mostrar que, mesmo sendo “um dos caras”, ela pode conseguir simplesmente agindo naturalmente o que tantas outras mulheres conseguem através de artifícios e joguinhos.

Como eu disse, essa é uma impressão inicial. Ainda faltam 11 episódios nessa temporada, mas minha expectativas foram mais ou menos igualadas - isso é bom, já que se for melhor, eu vou ficar feliz e, se não for, eu ainda tenho HIMYM. Mas que essa sensação de estar perdida entre um bando de caras e não saber como agir quando o que se quer com um deles não é amizade é tão, mas tão parecida com o que acontece comigo, que eu não tenho como deixar de sorrir.

Isso é sempre bom.

postado por Roxy