Arquivo da categoria ‘Joss Whedon is my master now’

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Roxy’s Tube #5: I Love My Boys

Julho 30, 2007

Eu admito que os meus Meninos Perdidos são o máximo, mas dessa vez eu quis dizer a série da TBS, que volta para a sua segunda temporada hoje, com um episódio duplo. Yay!

Hoje era dia de falar sobre Pushing Daisies, série nova do Bryan Fuller, mas eu esqueci o rascunho no Outlook do escritório, hee.

Então valos falar de coisas nerd-televisivas que me deixam feliz, shall we?

* Kevin Smith vai dirigir um episódio de Heroes:Origins!

* Joss Whedon já planeja a nona temporada de Buffy, também em quadrinhos!

* Ripper, o filme sobre as aventuras do Giles (Anthony Stuart Head) em Londres, vai ser produzido pela BBC!

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Back from the dead

Julho 18, 2006

Título com duplo sentido - fala tanto do blog quanto da notícia abaixo, tirada do Pop Watch

First Look: The new ‘Buffy’ comic

From comics she was born, and to comics she shall return: Buffy the Vampire Slayer’s post-cancellation adventures will soon begin anew — penned by Joss Whedon himself — in the pages of Dark Horse Comics. Here’s an exclusive cover image (by artist Georges Jeanty) from issue No. 1. As you can see, she’s kept in shape during her hiatus. (Dark Horse will debut No. 1 at Comic-Con this week.) This isn’t Buffy’s first foray into comics. And it remains to be seen if it ranks anywhere near Joss Whedon’s best foray into comics: the all-too-brief “future slayer” saga Fray, which follows the dystopic advetures of Buffster’s 24th-century successor. (Some will persuasively argue that this is Joss’ best comics effort. I will counter with a spin move and the old axe-to-the-head. So watch it.)So what’s going on in the extended Buffyverse? Well, you may recall the show ended with the creation of an army of Slayers. Now they’re organized, and the tide has turned in favor of the good guys. Ah, but you know how much Whedon hates winners: Soon an “old enemy” surfaces (Dark Horse is cagey on Big Bad’s identity), and Dawn starts “experiencing serious growing pains.” I hope that means the Scoobies will be fighting a mutant, undead Alan Thicke.

postado por Roxy

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Joss Whedon is my master now

Janeiro 4, 2006

Sim, ele é. Como diz a camiseta que o digníssimo me deu de presente, Joss Whedon é mestre. Esse artigo pro TV Guide é a prova (em especial o último parágrafo…)

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Guest Columnist Joss Whedon Eyes the Future of TV

Joss Whedon, creator of Buffy the Vampire Slayer and Firefly, cocreator of Angel

Many people have asked me, “Joss, what is the future of television? What will we watch? And how will we watch it? Surely you must know, for you are wise, and slender.” I usually smile and say nothing, because I wasn’t actually listening to the question. But it’s a good one, and I think it’s time I let you in on a few highlights of Television-to-Be.

The networks will all be creating exciting, innovative new spin-offs of today’s shows. Approximately 67 percent of all television will be CSI-based, including CSI: Des Moines, CSI: New York but a Different Part than Gary Sinise Is In and NCSI: SVU WKRP, which covers every possible gruesome crime with a groovin’ ’70s beat. (Jerry Bruckheimer will also have conquered Broadway with the CSI musical “FOLLICLE!” starring Nathan Lane as a frenetic but lovable blood spatter and Matthew Broderick as lint.)

Lost has that one-of-a-kind alchemy that really can’t be copied. Therefore, look for the original series Misplaced, as well as Unfound, Not So Much with the Whereabouts and Just Pull Over and Ask!

In a stunningly cost-effective move, CBS will air How I Met Your Biological Mother, That Bitch, which is just old episodes of How I Met Your Mother with snarkier narration. HBO’s Westminster will continue the trend pioneered by Deadwood and Rome by making 19th-century England really dirty and weird, like Jane Austen with Tourette’s. (Actually, I can’t wait for that one.) Also, the constant slew of cable mergers will result in the creation of CinePax, a channel that’s just very confused about its morals.

Every year another film actress gets “too old” for film leads and finds a (sometimes much better) home on TV. This trend will continue a few years hence when the aging but feisty Dakota Fanning headlines CSI: Vancouver Made to Look Like Chicago.

Obviously, we’ll see advances in technology. TiVo, iPods, streaming video — the way we watch TV is changing dramatically. It’s on our phones, in our cars — even projected on specialized eyeglasses. But don’t listen to the talk about having shows beamed directly into your brain. That’s science-fiction nonsense. Shows will be stored in the pancreas and will enter the brain through the bloodstream after being downloaded into your iHole.

And what of me? My short-lived series Firefly was the basis for the epic action film Serenity (now available on DVD! I have little or no shame), and the future will see even more incarnations of this visionary work, as it returns to TV as Serenity: The Firefly Years, then back to film as Firefly: Serenity’s Sequel, back to TV as SereniFly, and finally end as the direct-to-eyeglasses series Choose a Damn Name Already. I promise it’ll be as heartwarming and exciting as the original Serenity, now available on DVD. (Explain again this thing you call shame….)

That’s all I can tell you, except for one last thing: Veronica Mars will still be on. Veronica Mars will still be on. We clear about that?

Bye-ee!

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Um pedaçinho do céu

Outubro 7, 2005

Assista aqui os primeiros nove minutos do filme Serenity, de Joss Whedon. Se o filme mantiver o ritmo desses primeiros minutos, será uma das melhores histórias do ano.

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Golfinhos e Lontras

Outubro 4, 2005

Essa semana eu li uma entrevista fabulosa entre dois ídolos meus: Neil Gaiman, que fez muito mas do que Sandman, e Joss Whedon, que deu vida à Buffy, entre outros. Nessa conversa, são discutidos todos os assuntos: desde os projetos de cada um, até as infidáveis configurações dos X-Men.

Um dos pontos memoráveis, entretanto, é quando Neil Gaiman diz que já ouviu falar que existe uma diferença entre golfinhos e lontras. Os golfinhos, enquanto você os recompensar com peixes, ficarão fazendo o mesmo truque até o fim dos tempos. As lontras, por outro lado, depois que fazem um truque uma vez, não querem fazer a mesma coisa de novo, porque você já viu aquele truque, e eles querem tentar algo melhor, ou diferente. Por isso as lontras são muito mais difíceis de treinar do que os golfinhos. E aí está o problema: os escritores, os bons escritores, são como lontras, e não gostam de ficar repetindo a mesma coisa, eles precisam de novos desafios, precisam tentar truques novos, para que possam continuar evoluindo no caminho que escolheram.

Por que então os filmes de Hollywood têm sido tão pífios ultimamente? Porque os executivos só estão preocupados com o lucro e a rentabilidade da indústria, eles querem golfinhos que repitam a mesma fórmula ad infinitum, no mesmo ritmo padronizado, para que eles possam explorar todo o potencial deste mercado, sem se importar com o resultado final obtido neste processo. Tanto isso é verdade, que alguns preferiram remover seus nomes dos créditos do que se ver associados a deturpações de suas obras.

Alguns executivos ainda insistem que o problema é o DVD, a pirataria, ou até o preço do combustível ["E falta pouco pra eles culparem a Al-Qaeda por isso também" - Roxy]. Mas os donos dos cinemas, que observam a situação de perto, podem explicar muito mais resumidamente: “São os filmes, estúpido”, disse o presidente da Associação Nacional de Donos de Cinema, “É o que nós temos dito o tempo todo”, como pode ser visto neste artigo. E parece que alguns executivos estão começando a prestar atenção. Eles dizem que reconhecem que o problema tem a ver com os filmes em si. Vamos ver se eles irão concretizar essas constatações.

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The end is the beginning is the end

Maio 23, 2005

Esse post terá duas partes: uma falará sobre o “espetáculo” que foi a estréia. Na minha opinião, o último grande evento de cultura pop da década. Na segunda parte, eu falo do filme em si.

Estréia do último episódio de Star Wars. Eu poderia esperar o burburinho passar e assistir tranqüilamente lá pela segunda semana. Mas eu lembrei das tantas filas que enfrentei nos últimos anos, fosse para Star Wars, fosse para O Senhor dos Anéis, Matrix, Harry Potter… até a fila que eu iniciei pra Homem-Aranha 2! Não consigo negar meu DNA pop, eu precisava ver à meia-noite e um.

O que se faz nessas horas? Se apela para amigos mais fanáticos. Claro que, se eu estivesse em Recife, eu teria visto na sessão VIP, cortesia do Bruninho. Mas aqui eu sou totalmente não-VIP, me restou apelar pro Rafa (que, aliás, ficou meu amigo por causa de Star Wars).

O ingresso foi comprado na sexta-feira 13. Apesar disso, nada indicava azar. Falei cedo demais. O combinado era nos encontrarmos na frente do cinema, às 20h do dia 19. Uma hora antes, resolvi olhar meus e-mails e, pro meu desespero, peguei vírus. Durante uma hora eu lutei contra o pânico e o bichinho, que foi vencido (momentaneamente) pela minha esperteza em desligar o cabo do modem. Chovia muito em Porto Alegre. Peguei um táxi na Cristóvão e fui.

Bourbon Ipiranga. No caminho para as escadas rolantes, flashes da estréia de A Sociedade do Anel. As filas que davam voltas pelo estacionamento. Estranhei quando vi poucas pessoas. Mas isso foi até dar a volta na bombonière. Mais de 100 pessoas, pelo menos. Encontrei os guris: Rafa, Mik, Gabriel, Ariel e a dona Irene. Nosso lugar não era exatamente no início, mas não indicava que iríamos pegar lugares ruins (o que acabou acontecendo, mesmo com todo o controle contra furos). O filme seria exibido em três salas, então foram formadas três filas distintas. Um grande número de adolescentes, pós-adolescentes e über-pós-adolescentes empunhando “sabres de luz” - que variavam das coisinhas high-tech a cabos de vassoura. Torci pra rolar um torneio de sabres inter-filas, mas não rolou… O controle da fila consistia em carimbar o ingresso. Mais tarde, dada a confusão, eles ampliaram para carimbos no pulso. Me sentia num daqueles clubes noturnos.

Aliás, aquela fila era praticamente um evento social. Muitas caras conhecidas (tipo o Marchetti, que me ajudou a matar tempo falando sobre seriados). Muitos toscos fantasiados (ou, como a Erika disse, com uma capa mal-feita que a avó costurou um dia antes). Uns dois Darth Vader (um deles, com uma roupa de qualidade, se achou e ficou posando pra fotos com as pessoas). Um Obi-Wan. Pra minha sorte, nenhum Jar Jar Binks.

23h30min. As filas começam a andar. Consegui um lugar na metade da sala porque não quis sentar com os meus amigos e consegui uma poltrona solitária (àquela altura, nosso grupo já tinha as adições do Max, do Valmor e da Cris, do Pedro e da Fernanda, do Renan e da Paula, da Ivana, do Adriano e de mais uma menina que eu não sei quem é).

Antes do filme… Rolaram 4 trailers. Analisá-los-ei:

As Crônicas de Nárnia: eu tinha visto o primeiro trailer no lançamento na TV aberta (até me impressionei que a Disney esteja investindo a esse ponto), mas a versão full que rolou no cinema é ainda mais espetacular. No começo, é absolutamente um filme de criança. A sensação geral no cinema é “por que eles estão mostrando isso?”. Mas quando a menininha abre a porta do armário, e o outro lado é um mundo coberto de neve, o trailer ganha um ritmo mais ágil, de aventura, coroado com o surgimento do Leão. As imagens da Tilda Swinton lembram um pouco o papel dela em Constantine, mas acho que foi só impressão. Fantástico.

Sr. e Sra. Smith: levantou a galera, por causa da Angelina Jolie. As aparições do Brad Pitt foram seguidas de vaias do público predominantemente masculino da sala, o que pode significar que todos eles eram pró-Jennifer Aniston ou uma grande parte da macharada de Porto Alegre tem inveja do Brad Pitt - insegurança é uma merda, não meninos?

Batman Begins: me decepcionou um pouco, achei meio simplezinho demais pra um filme desse porte. Apesar de mostrar o Bruce Wayne (e eu acho que o Christian Bale tem o porte aristocrático que o personagem exige) e o Alfred (Michael Caine rulez!), eu ando com uma aversão cada vez maior à Katie Holmes dado os últimos acontecimentos da mídia… A simples aparição dela me deixou meio enjoada. E o Liam Neeson tava ali também, então ficou uma coisa meio “Batman treinando com o Qin-Gon Jin”. Sei lá. Não me agradou.

Guerra dos Mundos: parecia o de O dia depois de amanhã, além de ter vários closes da Dakota Fanning, o que garantiu que eu ficasse com medo (EU TENHO MEDO DA DAKOTA FANNING!).

Ainda antes do filme… MORRAM PESSOAS SEM NOÇÃO QUE TÊM CÂMERAS DIGITAIS!!!! Porque vááááááários abobados começaram a tirar fotos da tela DEPOIS que o filme já tinha começado, e a luz do flash e da mira refletia direto na tela (um dos imbecis, inclusive, era o cara que estava sentado ao meu lado, e que estava com a namorada idiota que
provavelmente não viu nenhum dos outros filme e passava o tempo todo perguntando “quem é esse?”, “o que aconteceu?” e “a barriga dela cresceu!” - e ele explicava! O que prova que pessoas ignorantes não deveriam ter permissão de ver esse filme, especialmente as que não têm
noção de PASSAGEM DE TEMPO IMPLÍCITA!)

(*insira o tema de Star Wars aqui*)

E no fim, as palavras do Mestre “eu-sou-mais-fodão-do-que-vocês-pensavam” Yoda no Episódio I se tornaram realidade:

“Fear leads to anger. Anger leads to hate. Hate leads to suffering.”

Toda a trajetória do Anakin é marcada por esses sentimentos: o medo diante da solidão depois da morte da mãe. O medo diante da impossibilidade de concretizar o seu amor pela Padmé. O medo de nunca ser considerado um Mestre Jedi. O medo de perder sua família. O medo de que a República que ele conhece e defende deixe de existir.

A cena inicial, uma batalha, pega carona no ritmo aventuresco do Episódio II, que lidou mais com as batalhas iniciadas com o Ataque dos Clones do que com a politicagem do Episódio I. Além da dinâmica perfeita entre Obi-Wan e Anakin, é possível ver, nessa primeira seqüência, o papel fundamental que R2D2 exerce na trama - além de co-piloto, ele é testemunha dos momentos-chave da trajetória do Anakin, e a sua “incapacidade lingüística” o torna irrelevante à primeira vista, mas essencial para os eventos futuros. O clima da seqüência - o resgate do Chanceler, que está em poder do Conde Dookan e dos Dróides - é permeado por esquetes cômicos envolvendo R2D2, devolvendo a sensação de aventura espacial que a saga original emitia. A luta entre Anakin e Dookan, embora não no mesmo nível do Episódio II, tem um final amargo, especialmente porque antecipa a transformação.

Como era de se esperar de um filme que pretende amarrar pontas soltas (e, só pra me adiantar, não consegue), a partir daí uma série de pequenas crises vão se acumulando: na volta da missão de resgate, Padmé conta a Anakin que está grávida. Apesar dos sonhos premonitórios em que vê a mulher morrendo no parto, Anakin ainda não confia em ninguém para dividir esse segredo. Enquanto isso, o Chanceler o nomeia representante no Conselho Jedi - o que é aceito - com o título de Mestre - o que não é aceito.

Isso atinge diretamente os medos de Anakin. É a partir desse medo que as inseguranças dele se contróem, influenciando as decisões que ele toma - decisões essas que ele sempre julga serem para o melhor, independente das conseqüências. É inegável que boa parte da culpa vem do próprio Conselho Jedi, que tem uma espécia de relação amor e ódio com o rapaz: se, por um lado, o Anakin é o Chosen One, por outro ele não inspira confiança suficiente nos membros do Conselho - em especial Mace Windu para que seu status como Mestre seja oficializado. A insegurança faz com que Anakin não aceite os elogios de Obi-Wan - ou pelo menos não os considere com a mesma atenção que ele dá às negativas do Conselho - e o medo se transforma em raiva, o que abre as portas para a influência do Chanceler Palpatine. A rejeição ao seu ranqueamento como Mestre faz com que Anakin comece a questionar as ações do Conselho - suspeita que Palpatine mais do que alegremente faz questão de alimentar, ao mesmo tempo em que insinua a Anakin que existe uma forma de salvar Padmé e a criança.

Palpatine consegue manipular o Senado e os seus aliados para dispersar os Jedi - Obi-Wan parte em busca do General Grievous e Yoda vai ao planeta dos Wookies (Chewbacca!). Quando ele consegue convencer Anakin de uma suposta traição do Conselho, Palpatine se revela a Anakin que, mesmo sabendo que o poder do Lado Negro é a única coisa que poderia salvar sua família, reporta imediatamente a Mace Windu. O arrependimento é imediato. A confrontação entre Windu, Anakin e Palpatine remete diretamente à morte do Conde Dookan, e pode-se perceber claramente que, a partir desse momento, Anakin não ouvirá mais a nenhum Jedi - a raiva se transformou em ódio. Ele questiona a decisão de Windu de matar o Chanceler, mas ele nunca questionou as ordens do próprio Palpatine de eliminar imediatamente o Conde Dookan.

O extermínio dos Jedi pelas tropas do Senado é uma seqüência ao mesmo tempo apavorante e impressionante. As ordens não são questionadas, apenas executadas. Obi-Wan, que sempre se colocou, nas suas próprias palavras, mais no papel de irmão do que pai, precisa que ver as atrocidades cometidas por seu aprendiz para aceitar que a influência do Lado Negro foi mais forte. Anakin é forte, e Obi-Wan sabe disso, e a decepção que ele sofre parte mais da suas falha de julgamento - influenciado pela afeição que ele tem pelo Anakin - do que pelo genocídio.

A Padmé me decepcionou um pouco nesse filme. O papel político dela no Episódio I foi substituído por uma determinação e ação no Episódio II, o que lembrava bastante a Leia e fazia essa “ligação” entre as trilogias. Mas nesse filme, ela adquire um papel mais passivo, não só por causa da gravidez, mas pela submissão dela ao Anakin. Por mais que o amor deles seja forte, demora para que ela perceba a ligação dele com Palpatine, e ainda assim ela não acredita na palavras de Obi-Wan. A tentativa dela de evocar o elo emocional com Anakin para tirá-lo daquela situação não faz efeito, porque ele só sente ódio e ambição (mais sobre isso depois). Tanto que o mal-entendido de ver Obi-Wan saindo da nave de Padmé faz com que ele se volte com a mulher - a mulher que, até aquele momento, ele tentava salvar.

Embora a ambição megalomaníaca que o Anakin apresenta quando tenta convencer Padmé a governar a República com ele tenha ecos na trilogia anterior, me pareceu fora de contexto. Até aquele momento, não havia nada no comportamento dele que indicasse essa inclinação, porque o Anakin sempre me pareceu um general, um capanga faz-tudo que entrega o poder pra alguém no final. Era o que eu achava que ele estava fazendo pelo Palpatine (e o que ele eventualmente acaba fazendo). Faltou um pouco de contextualização desse traço dele.

A justaposição do duelo entre Anakin e Obi-Wan e Palpatine e Yoda foi interessante porque eram duas batalhas sem vencedor. Apesar de ferido, Anakin sobrevive. Apesar de se considerar derrotado, Yoda sobrevive. Era impossível haver um vencedor porque, naquele momento, a Força estava em equilíbrio: dois Jedi e dois Sith. O que torna a situação ainda mais desesperadora pra quem sabe o que acontece depois: o ódio se transformou em sofrimento.

O final… depois de duas lutas empolgantes, o filme mergulha novamente no picotamente típico do Lucas, com o parto dos gêmeos (que até então ninguém sabia que eram dois! Cadê a ultra tecnologia?), o surgimento do Darth Vader as we know it e o exílio de Yoda e Obi-Wan. Nesse ponto, o George Lucas perdeu a chance de manter uma coerência temporal: se, ao invés de encerrar com a cena do pôr-do-sol em Tattooine, a última cena fosse o Imperador e Darth Vader observando a construção da Estrela da Morte, o filme seria perfeito.

Mesmo assim, apesar dos pesares, esse *É* o melhor filme da nova trilogia. É o que chega mais perto do ritmo e da qualidade da trilogia original, mas não é O Império Contra-Ataca

Maldito Lucas, quando eu estou pronta a odiá-lo, ele me faz ajoelhar diante do altar novamente.

(*insira a Marcha Imperial*)