Arquivo da categoria ‘Roxy's tube’

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Roxy’s Tube #7: One-liners

Setembro 10, 2007

Séries cujos pilotos eu vi perdidos por aí, mas que não tive ânimo de analisar mais a fundo:

Aliens In America: Intercambista paquistanês é a chance de “popularidade” de um nerd do interior do interior do nada dos EUA: nerds mais uma vez no centro das atenções.

Cavemen:  Tristes são os tempos em que Neandertais contemporâneos são motivo de piada.

Lipstick Jungle: Minha única dúvida é chamar essa série de Desperate Urban Housewives ou Post-Marriage Sex & The City.

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Roxy’s Tube #6: Pushing Daisies

Agosto 1, 2007

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Pushing Daisies parece uma combinação de tudo o que Bryan Fuller (criador, roteirista e produtor de Dead Like Me e Wonderfalls e produtor executivo e roteirista de Heroes) já havia feito em suas séries anteriores, numa embalagem muito parecida com Big Fish de Tim Burton, cortesia de Barry Sonnenfeld, diretor de A Família Addams e Homens de Preto, e responsável pelo piloto dessa nova série, que estréia em outubro na ABC.

Num clima “senta que lá vem a história”, o narrador (Jim Dale) nos conta como Ned (Lee Pace) descobriu ter poderes fantásticos: com um toque, ele é capaz de trazer os mortos de volta por um breve período, e de mandá-los de vez para a vida eterna com outro toque. Esse breve período para falar com os mortos se deve ao fato de que, passado um minuto, o Universo randomicamente mata alguém no lugar daquela que ressuscitou – coisa que Ned descobre de forma trágica.

Descobrindo as regras de seu poder durante um episódio triste envolvendo sua mãe, o vizinho e uma menina chamada Chuck por quem é apaixonado, Ned acaba obcecado por tortas – como as que sua mãe costumava fazer. Ele se torna “The Pie Maker”, dono de uma doceria, e sócio involuntário de um detetive chamado Emerson Cod (Chi McBride) – que descobre casualmente os poderes de Ned.

Um dos primeiros casos em que Ned e trabalham juntos envolve o assassinato de uma moça chamada Charlotte Charles (Anna Friel) – a menina chamada Chuck da infância de Ned! – e ele se vê tentado a usar seus poderes para trazê-la de volta… de vez. Só que, para isso, existe um grande porém: eles nunca poderão se tocar.

As situações insólitas inseridas em um cenário de fantasia, e um visual meio cartunesco, com os diálogos inteligentes que são característica do trabalho televisivo de Fuller. É um conto de fadas em tons quase mórbidos, mas de uma sutileza e sensibilidade que raramente aparecem por aí. Vale a pena assistir.

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Roxy’s Tube #5: I Love My Boys

Julho 30, 2007

Eu admito que os meus Meninos Perdidos são o máximo, mas dessa vez eu quis dizer a série da TBS, que volta para a sua segunda temporada hoje, com um episódio duplo. Yay!

Hoje era dia de falar sobre Pushing Daisies, série nova do Bryan Fuller, mas eu esqueci o rascunho no Outlook do escritório, hee.

Então valos falar de coisas nerd-televisivas que me deixam feliz, shall we?

* Kevin Smith vai dirigir um episódio de Heroes:Origins!

* Joss Whedon já planeja a nona temporada de Buffy, também em quadrinhos!

* Ripper, o filme sobre as aventuras do Giles (Anthony Stuart Head) em Londres, vai ser produzido pela BBC!

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Roxy’s Tube # 4: Nerd is the new teen

Julho 30, 2007

Por alguma razão inexplicável (ou explicável em duas palavras: Adam Brody), a figura do nerd cresce assustadoramente na TV americana, a ponto de, na próxima temporada, ser o centro de pelo menos 4 novas séries. Duas delas vazaram agora em julho. Dei uma olhada, até para me preparar psicologicamente para o período de caça de pilotos em setembro.

 O que eu vi foi isso:

The Big Bang Theory

Vai estrear em 24 de setembro na CBS. A premissa de The Big Bang Theory até é interessante: dois nerds ficam amigos de uma vizinha clichê (loira, bonita, completamente fútil, menina do interior que vai para LA ser atriz e termina como garçonete e é chutada pelo namorado brutamontes), interpretada por Kaley Cuoco (de 8 Simple Rules e Charmed).

Os diálogos, apesar de previsíveis (batendo em teclas mais do que machucadas do tipo blogs, MySpace, jogos eletrônicos e condicionadores de cabelo do Luke Skywalker) até poderiam ser relevados se não fosse por UM fator essencial: os dois atores principais Johnny Galecki (que interpreta Leonard) e Jim Parsons (o Sheldon), não sei se por questão de escolha pessoal ou se por problemas de direção, parecem uma versão nerd do Will e do Jack de Will & Grace. Ou seja: pra converncer como nerds pegadores, falta mudar de lado…

Os outros dois nerds da história, amigos de Leonard e Sheldon, são mais dentro do esteriótipo esperado: Howard (Simon Helberg) parece a reencarnação da versão 70s do Bill Gates e Rajesh (Kanal Nayyar) é o indiano que não ala com mulheres porque, segundo Howard, “é nerd”. Imagino que esse episódio vazado seja o piloto de venda, e que alterações sejam feitas antes de ir ao ar: se continuar com uma dupla central tão ambígüa (inclusive há piada sobre isso no episódio), a série definitivamente não vai colar. 

Chuck

Chuck é muuuuito melhor e bem mais sutil no departamento caracterização nerd. Chuck (Zachary Levy) é um ex-estudante de Engenharia (que saiu da faculdade porque a namorada o trocou pelo colega de quarto ginasta e também estudante de engenharia) que trabalha como chefe do Nerd Herd, o departamento de assistência técnica de uma loja de eletrônicos. No dia de seu aniversário, ele recebe um e-mail do tal ex-colega, que ele acredita ser um contador - sem saber que, na verdade, o cara é um agente secreto da CIA que pretendia roubar segredos de Estado. O tal e-mail contém informações valiosas que tanto a CIA quanto a NSC querem reaver, mas elas vão acabar, de alguma forma, na cabeça do pobre Chuck.

A série é no estilo Alias, cheia de perseguições, tiroteios e explosões, e também de momentos família, família essa que Chuck precisa proteger agora que ele precisa trabalhar, involuntariamente, para o governo.

Das séries nerds até agora, a que mais promete!

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Geeks of the world: unite!

Janeiro 22, 2007

Photobucket - Video and Image Hosting

Eu não escrevi nada sobre isso antes porque é quase impossível escrever sobre uma série de TV sem cair no drama dos spoilers. Especialmente uma série que é acompanhada em ritmos diferentes pelas pessoas que eu conheço.

 Mas é impossível deixar de falar de Heroes agora, já que hoje acaba o hiato maldito que nos deixou órfãos por tanto tempo. Estamos na metade da primeira temporada. A segunda já está garantida. A pergunta é: vai ter fôlego pra tudo isso, ou vai ser atacada pelo Lostzilla?

 Em primeiro lugar, é preciso entender o porquê de Heroes ser tão cultuada. Na minha opinião, é um indício de que a cultura nerd está tomando proporções tiranossáuricas no horário nobre, e eu não sei se isso é bom ou ruim. Alguns diriam, por exemplo, que, dentro da lógica de “super-heróis em horário nobre”, Smallville chegou primeiro. Apenas quero lembrar a essas pessoas que Smallville *não* é sobre super-heróis, é um The Lana Lang Show com tendências Melrose Place.

A melhor maneira que eu encontrei pra explicar o que *é* Heroes pras poucas almas hereges que restam à minha volta foi: imagina Corpo Fechado (Unbreakable, do Shyamalan) transformado em seriado. Os poucos que responderam com “eu nunca vi esse filme” foram sumariamente retirados da minha agenda de telefones. Mas é a comparação mais óbvia: pessoas comuns que percebem que são extraordinárias e que lutam pra entender o que está acontecendo, e o que devem fazer com aqueles “poderes”.

O grande trunfo da série, na verdade, é também o seu melhor personagem: Hiro (Masi Oka) é um nerd clássico, perfeitamente consciente dessa sua nova “condição” e que aceita com naturalidade que toda a sua vida mudou em função disso. Por ter um conhecimento de cultura pop que faz com que ele esteja à frente dos outros “heróis” na hora de entender as mudanças por que todos passam, Hiro é como um dos tantos nerds fãs da série. Ele é um de *nós* no meio *deles*.

Mas voltando à primeira dúvida: Heroes consegue se manter, ou cai na maldição da segunda temporada? Difícil saber. Já estamos na metade da primeira e, mesmo com alguns encontros fortuitos, a única vez em que vimos todos os heróis juntos foi numa visão do Peter (Milo Ventimiglia), no finalzinho do episódio 11. E não era uma visão das mais otimistas. Talvez depois desse hiato tenha chegado a hora de parar de apresentar os personagens (e fazer com que eu GOSTE deles, até os que não são tão importantes assim) e partir de vez pro que interessa.

Ação. Com super-heróis. No mundo “real”.

Os nerds de todo o mundo agradecem.

Considerações spoilerentas…. Siga sob seu próprio risco!

postado por Roxy

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Minha vida é um seriado

Janeiro 11, 2007

Eu já disse isso sobre muitas séries.

Tá, algumas.

Basicamente Dawson’s Creek. Um pouco de Felicity. Minha Vida de Cão, claro. E Anos Incríveis. Mas era sempre um que outro elemento ou, no caso de DC, a identificação com um personagem do sexo oposto.

Até eu assistir My Boys.

My Boys é uma série da TBS, a rede pública americana. Não tem atores famosos (a não ser que se conte o Kyle Howard, e eu realmente não acho que alguém além de mim e da Bebe lembre bem de Grosse Pointe a ponto de saber quem é). Mas tem um elenco afinadinho e que não depende de nome ou de aparência pra fazer a série funcionar.

 E depois de ter crises de riso em praticamente todos os episódios de How I Met Your Mother nessa temporada, eu realmente não achei que a fórmula de “grupo de amigos que está sempre juntos e discute relacionamentos” funcionaria tão bem.

Pode ser que ainda não funcione, eu só vi os dois primeiros episódios!

Basicamente, é a história de uma repórter esportiva do Chicago Sun-Times chamada PJ (Jordana Spiro), que tem como atividades semanais jogar pôquer e beber cerveja com os amigos. Dito assim, o primeiro comentário machista que vem à mente é bem aquele que você está pensando. O que obviamente não corresponde à verdade, já que em termos de relacionamentos amorosos, PJ é tão ou mais atrapalhada do que a Carrie de Sex & The City.

O que, aliás, fez eu me identificar tremendamente mais com ela do que com qualquer uma daquelas quatro patetas. PJ é tão acostumada a ser “um dos caras” que ela age assim mesmo quando todo o resto do mundo espera que ela aja “como menina”. Isso é complicado, mas é possível. Ela não deixa de ser feminina (embora se vista com menos frescura do que a melhor amiga) mas não enxerga a necessidade de agir como uma mulher esteriotipada apenas pra conseguir um encontro.

Esse conflito de ter que deixar de agir como ela mesma para chamar a atenção do sexo oposto parece ser um ponto de partida, e não o foco central da série. Espero que seja realmente assim, porque o apelo da protagonista é justamente mostrar que, mesmo sendo “um dos caras”, ela pode conseguir simplesmente agindo naturalmente o que tantas outras mulheres conseguem através de artifícios e joguinhos.

Como eu disse, essa é uma impressão inicial. Ainda faltam 11 episódios nessa temporada, mas minha expectativas foram mais ou menos igualadas - isso é bom, já que se for melhor, eu vou ficar feliz e, se não for, eu ainda tenho HIMYM. Mas que essa sensação de estar perdida entre um bando de caras e não saber como agir quando o que se quer com um deles não é amizade é tão, mas tão parecida com o que acontece comigo, que eu não tenho como deixar de sorrir.

Isso é sempre bom.

postado por Roxy

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Roxy’s Tube Special Neptune Edition

Outubro 3, 2006

Hoje tem Veronica Mars!

postado por Roxy

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Roxy’s Tube #3: Temporada 2006/2007

Setembro 20, 2006

O chute inicial da temporada televisiva 2006/2007 foi dado há 5 minutos, quando terminei de ver o episódio #201 de How I Met Your Mother.

Enquanto todo mundo dizia que My Name Is Earl e The Office ressuscitaram as sitcoms, eu aguardava ansiosamente os episódios dessa série, que tem tudo pra se tornar uma das melhores coisas que já aconteceu na TV desde Friends.

A temporada vai ser complicada por uma série de fatores:

1. O fim da The WB e da UPN, e o surgimento da CW: apesar de decisões contestáveis (como renovar 7th Heaven e cancelar Everwood), a CW é a chance que algumas séries têm de aparecer para um público maior. A reputação das emissoras originais muitas vezes encobria a qualidade de produções como Veronica Mars (na UPN) e Gilmore Girls e Everwood (na The WB). E mesmo com séries de audiência garantida, como Smallville, na grade, a situação ainda é instável. Especialmente levando em conta que:

2. A baixa audiência, apesar da alta qualidade da série, só garantiu a renovação de Veronica Mars por 13 episódios, com opção de full season caso os números aumentem. A minha torcida é que isso aconteça, especialmente se a direção da emissora interferir menos na série, como a UPN fazia. Outra coisa é que, em sua terceira temporada, Veronica Mars vai se livrar do sophomore slump que tornou a segunda temporada um tanto instável (ao contrário da primeira temporada, que, apesar de alguns episódios mais fracos, teve um equilíbrio formidável). A nova fórmula adotada por (Senhor Deus Supremo Gênio Absoluto) Rob Thomas pode trabalhar a favor, usando mini-arcos ao invés de um grande arco e episódios mistério-da-semana. Todas as grandes séries tiveram uma temporada ruim (menos Dawson’s Creek, que foi ladeira abaixo da segunda até a sexta), mas VMars ainda tem chance de chegar aos níveis Buffy que todos nós acreditamos que possa alcançar.

3. A outra instabilidade na grade da CW é a mudança de comando na produção de Gilmore Girls. Primeiro, porque Amy Sherman-Palladino deixou uma série de pequenos, médios e grandes desastres pra trás quando terminou o contrato com a Warner. Características essenciais do universo de GG foram distorcidos ou abandonados e a coisa toda se direciona pro desastre. Eu realmente espero que David Rosenthal consiga resolver o problema. Ainda assim, por contenções de banda, vou esperar a temporada começar na Warner (ainda mais que a NET digitalizada permite tirar legendas do canal, yay!) ao invés de assistir por d/l. A nova temporada está anunciada para novembro. E os spoilers são evitáveis.

4. Na realidade, a contenção de banda vai ser o grande problema dessa temporada. A não ser que eu consiga uma conexão só minha, a coisa fica complicada aqui em casa por causa da cobrança de franquia do Vírtua. Assim, decisões foram tomadas, e apenas 4 séries receberão tratamento especial: Veronica Mars (duh!), How I Met Your Mother, Lost (porque a Clau também viciou) e Grey’s Anatomy, sendo que os dois últimos em .rmvb, que é pra não exagerar. O resto vai ser relegado à programação da NET ou, conforme o progresso de cada uma, eu penso no caso…

5. A falta de coisas interessantes também pesa na hora de avaliar a nova grade. Ainda acho que tem coisa ruim ocupando espaços aceitáveis, e coisas boas sendo canceladas de forma cruel (rip Everwood). Eu gosto de ver os pilotos das estréias, e a partir daí tomar a decisão de quais acompanhar, mas dessa vez pouca coisa me chama atenção. Acho que o que mais me agrada é Ugly Betty que, apesar das origens, pode se tornar uma série interessante. Sei que a Salma Hayek batalha há tempos pra colocar esse seriado no ar, e a escolha da America Ferrera é fantástica porque diferencia a versão americana da versão colombiana numa questão fundamental: a personagem principal não é *feia* (o exagero da versão colombiana não servia para disfarçar o que todo mundo sabia que aconteceria), mas *fora dos padrões* - e isso é uma diferença gritante, pessoas. Talvez eu veja The Class, mais porque eu adoro a Lizzie Caplan do que por qualquer outro motivo (ela era a única razão pela qual eu suportava Related). Studio 60 pode levar mais algum tempo pra cair nas minhas graças mas eu sei que vou assistir. Heroes também vai depender do piloto (embora a notícia corrente seja que a segunda hora do piloto é melhor do que a primeira). Vamos ver…

A boa notícia, no final das contas, é que as estréias estão dispersas entre setembro, outubro e novembro. Com isso, algumas séries podem evitar a concorrência de outras mais fortes, o que é bom para as produções. Espero que não haja aquele festival de cancelamentos antes do segundo episódio como aconteceu na última temporada. Tem coisas que só ficam boas com o tempo, e a impaciência dos executivos das emissoras me parece um tiro no pé, no final das contas. É impossível alcançar uma audiência comercialmente viável se não se vai ao ar.

postado por Roxy

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Nerds F.C.

Abril 25, 2006

Esse reality show australiano é baseado em um modelo dinamarquês chamado FC Zulu (ainda estou investigando pra saber se “zulu” é nerd em dinamarquês). São oito episódios (apenas dois foram ao ar até o momento), é como vários outros reality shows: câmeras seguindo um grupo de pessoas. Mas a edição é cuidada e pelo menos é um assunto interessante de se ver.

Basicamente, são 14 nerds escolhidos para fazer parte de um treinamento de 3 meses com dois ex-jogadores de futebol, Andy Harpes e Milan Blagojevic . Sendo bons nerds, eles não fazem *idéia* do que é futebol (a tentativa de explicar o que é vem na forma de uma série de depoimentos hilários). A maioria dos participantes é programador, alguns são da área de humanas e quase todos bastante honestos em dizer que o máximo de exercício que fazem diariamente é levantar pra pegar mais uma Coca na geladeira.

No primeiro programa, eles são levados ao Centro de Ciências Esportivas da Universidade de Sydney, para uma avaliação física. Depois, voltam ao campo para conhecer os treinadores. O primeiro contato (ou falta de) com a bola é hilário, e serve para mostrar que o treinamento básico é mais do que necessário, caso eles queiram chegar ao final do programa intactos. Especialmente com o agravante de que o desafio final será jogar uma partida contra um clube oficial, em um estádio oficial, na frente de 25.000 pessoas.

Divididos em dois times, eles fazem um treino para definir posições. Exaustos do esforço, eles ainda descobrem que vão jogar mais uma vez, dessa vez com posições definidas, em um campo oficial. Naquele mesmo dia.

O desespero aumenta quando eles percebem que o adversário é… as Young Matildas, a Seleção Feminina Juvenil da Austrália. Apesar de alguns bons momentos de Trent, o goleiro, os Nerds acabam levando uma goleada histórica em seu primeiro jogo.

Além do formato interessante, o reality show ainda ganha em qualidade por causa do carisma dos nerds. Todos são muito bem articulados e bem-humorados a respeito de sua situação e condição. É interessante ver como um grupo de pessoas acostumadas a saber tudo lida com uma situação fora de seu controle. Nerds não gostam de não saber, e o legal vai ser ver *como* eles farão para aprender esse jogo tão complicado…


Nerds F.C.
é apresentado, na Austrália, pela SBS, às sextas-feiras.

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Roxy’s Tube #2: The girl from Mars

Dezembro 5, 2005

Existe uma “teoria” chamada sophomore slump, a de que determinadas coisas que tiveram um bom ou ótimo primeiro ano, correm o risco de desandar no segundo. O que explica Harry Potter e a Câmara Secreta, eu sei. Mas, como aqui estamos falando de séries de TV, eu lembro de exemplos como Roswell (embora o episódio com o Max do futuro seja uma das coisas mais choráveis do universo televisivo); ou a segunda temporada de Buffy foi tão perfeita que ainda é a minha preferida - e não só porque tem Surprise, Passion e I have only eyes for you. Mas agora vamos falar das excessões.

Não é segredo pra ninguém, muito menos pros freqüentadores desse blog, que eu venero o chão em que Rob Thomas pisa. Por causa de Cupid, e do roteiro de Drive me crazy mas, especialmente, por Veronica Mars. Há anos eu não sentia por uma série a atração e a identificação que eu sinto por VMars - provavelmente desde Dawson’s Creek. Mas a diferença fundamental entre os adolescentes verborrágicos de Capeside e o clima noir californiano de Veronica Mars está justamente naquilo que é o ponto fraco de diversas outras séries: a segunda temporada elevou à quinta potência o que existia de bom na primeira, com o adicional de não tratar o espectador - novo ou antigo - como um idiota descerebrado (vide Desperate Housewives).

Abaixo, as cinco razões pelas quais a segunda temporada de Veronica Mars chuta traseiros infinitos:

5. Ação e reação - As coisas acontecem. Essas coisas têm conseqüência. E nós vemos isso, não ficam esquecidas no meio do caminho (eu sei que a história do Wallace parou pela metade, mas vamos lembrar que a história do estupro só foi resolvida no episódio #121, mmakay?)

4. Evolution, baby - O grande causador da sophomore slump é a incapacidade dos roteiristas de criar coisas novas. Então a nova temporada se torna uma reciclagem do que aconteceu na temporada anterior, com a ordem levemente alterada (ou, às vezes, nem isso… tipo The OC). O grande trunfo do Rob Thomas foi conseguir amarrar uma história que respeita o que aconteceu na primeira temporada, adicionando personagens e elementos que são fundamentais para a segunda, sempre precisar repetir os mesmos mistérios. Isso porque os personagens evoluíram, e isso obviamente se reflete em suas ações. O comportamento da Veronica, no começo da temporada, era completamente diferente do que foi visto no final da primeira - mas era perfeitamente plausível que ela agisse como se o mundo fosse um lugar perfeito e cor-de-rosa porque ela *precisava* sentir aquilo. À medida em que as coisas acontecem ao redor dela, e com ela, esse comportamento inocente pré-Lily dá lugar à velha Veronica (ou pelo menos a Veronica da primeira temporada), mas acrescentando a isso todo o peso das experiências que ela teve no último ano.

3. Continuity Fairy - Ao lado de Arrested Development, Veronica Mars tem a melhor continuidade da história da TV. Todas as coisas se encaixam. Todas as pessoas que tem nome são citadas - em contexto - novamente. Isso é sinal de 1) bom planejamento, 2) bom roteiro e 3) respeito ao público.

2. All about chemistry - O elenco tem uma química fantástica. Chega a dar arrepios. (E não, não estou falando só da cena do banheiro!)

1. The writing, man! - A qualidade dos roteiros (não só os mistérios, mas os diálogos e situações) é superior a qualquer outra série adolescente no momento. E melhor que muitas séries adultas.