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Roxy’s Tube # 4: Nerd is the new teen

Julho 30, 2007

Por alguma razão inexplicável (ou explicável em duas palavras: Adam Brody), a figura do nerd cresce assustadoramente na TV americana, a ponto de, na próxima temporada, ser o centro de pelo menos 4 novas séries. Duas delas vazaram agora em julho. Dei uma olhada, até para me preparar psicologicamente para o período de caça de pilotos em setembro.

 O que eu vi foi isso:

The Big Bang Theory

Vai estrear em 24 de setembro na CBS. A premissa de The Big Bang Theory até é interessante: dois nerds ficam amigos de uma vizinha clichê (loira, bonita, completamente fútil, menina do interior que vai para LA ser atriz e termina como garçonete e é chutada pelo namorado brutamontes), interpretada por Kaley Cuoco (de 8 Simple Rules e Charmed).

Os diálogos, apesar de previsíveis (batendo em teclas mais do que machucadas do tipo blogs, MySpace, jogos eletrônicos e condicionadores de cabelo do Luke Skywalker) até poderiam ser relevados se não fosse por UM fator essencial: os dois atores principais Johnny Galecki (que interpreta Leonard) e Jim Parsons (o Sheldon), não sei se por questão de escolha pessoal ou se por problemas de direção, parecem uma versão nerd do Will e do Jack de Will & Grace. Ou seja: pra converncer como nerds pegadores, falta mudar de lado…

Os outros dois nerds da história, amigos de Leonard e Sheldon, são mais dentro do esteriótipo esperado: Howard (Simon Helberg) parece a reencarnação da versão 70s do Bill Gates e Rajesh (Kanal Nayyar) é o indiano que não ala com mulheres porque, segundo Howard, “é nerd”. Imagino que esse episódio vazado seja o piloto de venda, e que alterações sejam feitas antes de ir ao ar: se continuar com uma dupla central tão ambígüa (inclusive há piada sobre isso no episódio), a série definitivamente não vai colar. 

Chuck

Chuck é muuuuito melhor e bem mais sutil no departamento caracterização nerd. Chuck (Zachary Levy) é um ex-estudante de Engenharia (que saiu da faculdade porque a namorada o trocou pelo colega de quarto ginasta e também estudante de engenharia) que trabalha como chefe do Nerd Herd, o departamento de assistência técnica de uma loja de eletrônicos. No dia de seu aniversário, ele recebe um e-mail do tal ex-colega, que ele acredita ser um contador - sem saber que, na verdade, o cara é um agente secreto da CIA que pretendia roubar segredos de Estado. O tal e-mail contém informações valiosas que tanto a CIA quanto a NSC querem reaver, mas elas vão acabar, de alguma forma, na cabeça do pobre Chuck.

A série é no estilo Alias, cheia de perseguições, tiroteios e explosões, e também de momentos família, família essa que Chuck precisa proteger agora que ele precisa trabalhar, involuntariamente, para o governo.

Das séries nerds até agora, a que mais promete!

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Harry Potter e a Pré-Estréia Lotada

Julho 12, 2007

Hoje, enquanto o mundo inteiro lota salas e salas de cinema para assistir a quinta aventura de Harry e seus amigos em Hogwarts… Eu já vi, lero lero!

Dumbledore’s Army

Ok, falando sério: na segunda-feira à tarde, do nada, aparece um e-mail do GNC (rede de cinemas do qual eu sou assídua), dizendo que os 50 primeiros a preencher uma ficha (incluindo o número da carteira do clube de vantagens) receberia um ingresso (com acompanhante) para uma sessão especial de pré-estréia de Harry Potter e a Ordem da Fênix ontem, às 21h30min (ou seja, duas horas e meia ANTES da primeira pré-estréia “paga”).Sim, eu consegui.Então ontem fomos eu e a Bebe pro Praia de Belas. Chegamos lá relativamente cedo, um pouco antes das 20h. Já tinha uma fila imensa esperando as sessões de pré-estréia da meia-noite. Como estávamos morrendo de fome, fomos, obviamente, no McDonald’s (ok, o fator decisivo, além da fome, foi saber que os brindes do McLanche Feliz eram pelúcias da Sanrio - eu peguei a My Melody e a Bebe, o Chococat). Jantamos num ambiente repleto de pessoas usando faixas de cabeça do Shrek e de um involuntário grupo cover das Spice Girls (sans Mel B).

Fila. Sim, mesmo na área VIP, tinha fila, onde encontramos a Iara e a Anastácia. Até que uma das moças da organização veio nos dizer que não, que não precisava fazer fila… E eu e a Clau sorrateiramente nos encostamos na porta. O convite, além do filme, dava direito a um refri e uma pipoca, além de cortesia de estacionamento. Combinamos de pegar a pipoca depois de entrar na sala (até porque a gente nem fazia muita questão de pipoca depois dos McLanches Feliz…). Quando nós percebemos, os tais VIPs se aglomeravam de tal forma no lobby da sala 3 que respirar ficou complicado. No meio de tudo isso, aparece o Susto vestido de Snape (pros não porto-alegrenses, o Susto é uma figura folclórica cujo nome ninguém sabe). E a sessão atrasou porque a última sessão de Shrek 3 não terminava nunca e, quando liberou, um pirralho pulou na nossa frente e OBVIAMENTE pegou o “nosso” lugar (a.k.a. as duas poltranas bem abaixo da sala de projeção). Ficamos um pouco mais pro lado, mas ainda na última fila.

(E no meio disso tudo, eu estou perdendo a semifinal da Copa América… Cujo resultado eu só descobri muito depois, quando perguntei pro taxista.)

Apagam-se as luzes! E começa o trailer de Transformers! Dublado!! (Pânico!)

Shia LaBeouf + Mechas + Josh Duhamel + Revival anos 80 + Michael Bay = serei a primeira da fila.

Trailers genéricos depois… Começa o filme! (spoilers depois do corte)

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When pop heroes go down without a fight

Julho 5, 2007

Oh, Patrick!

Vou aproveitar as merecidas férias (que começam - mais ou menos - hoje, yay!) para rever inúmeras vezes Dirty Dancing e tentar tirar essa imagem da minha mente… 

 [Fonte]

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How I Met How I Met Your Mother

Maio 28, 2007

How I Met Your Mother

Desde que os deuses da tecnologia me abençoaram com duas das maiores dádivas do universo - a internet e a TV a cabo - minha vida mudou. Passei a acompanhar de forma sistemática e cada vez mais interessada uma nova gama de programas de televisão, que antes eu relegava àquelas horas de lazer do domingo ao meio-dia: os seriados.

Quando, num segundo momento de glória, esses mesmos deuses me concederam a mais nova das maravilhas do mundo moderno - a banda larga - a coisa degringolou de vez. 

A partir daí, criei uma tradição: baixar o maior número de pilotos e estréias possíveis e, a partir dali, determinar o que seria acompanhado ao longo da temporada. Foi assim que descobri Lost antes do Terra entregar os spoilers. Foi assim que vi e me apaixonei por Veronica Mars. Foi assim que, enquanto o mundo ainda achava que Desperate Housewives era o máximo (e eu já tinha desistido de suportar outra série com mulheres histéricas), apareceu Grey’s Anatomy na minha vida.

E foi do vazio deixado por Friends e Buffy - tudo a ver! - que eu baixei o primeiro episódio do que, na época, todos se referiam como “a sitcom nova com a Alyson Hannigan”.

That’s how I met How I Met Your Mother.

No começo, a série ganhou a minha simpatia por contar com um elenco não muito conhecido mas que se mostrava competente: além da Alyson Hannigan, tem o Jason Segel (que eu adorava em Freaks & Geeks) e o Neil Patrick Harris (Doogie Howser em pessoa!). Além disso, *era* uma sitcom bonitinha que, efetivamente, se valia da premissa de Friends, mostrando um grupo de amigos nova-iorquinos e suas desventuras amorosas.

O que eventualmente diferenciou HIMYM de outras sitcoms similares foi a extrema competência em contar uma história que está determinada desde o título da série: todos sabem que, eventualmente, Ted Mosby (Josh Radnor) vai encontrar a sua the one, casar e ter um casal de filhos. Mas partir dessa premissa de flashback dá aos autores uma liberdade narrativa fantástica, e essas constantes brincadeiras de vai-e-vem com o tempo proporcionaram alguns dos momentos mais fantásticos da série.

Outro ponto forte é o respeito à continuidade, que proporciona piadas compartilhadas entre personagens e público assíduo, e contribuindo para uma “mitologia” rica da série. Nesse ponto, HIMYM já começa a se diferenciar dos últimos dias de Friends: as piadas não surgem apenas das situações, mas também das idiossincrasias dos personagens, de seus desejos, fobias e até nacionalidade (como acontecia com o Dave de Newsradio, a Robyn de Cobie Smulders precisa agüentar as piadinhas por ser canadense - muitas delas feitas por ela própria).  Verborrágicos como as Gilmore Girls de Amy Sherman-Palladino, Ted, Robyn, Lilly, Marshall e Barney também mostram sua juventude e sua nostalgia através de diálogos recheados de referências pop especialmente dos anos 80 - aproximando os personagens do público com quem dividem a faixa etária, vinte e tantos anos. O humor dos diálogos, bem mais irônico, dá a sensação de que, se realmente fosse um filhote de Friends, HIMYM seria a reunião de cinco Chandlers.

O ponto fraco da série pode, na minha opinião, não ser tão fraco assim. É inegável que, dado o título da série, e o fato de ser o narrador, Ted deveria ser visto como personagem principal. E, no entanto, é ele quem tem as histórias mais fracas, e a personalidade menos atraente do grupo de amigos. Por que eu não acho tão fraco assim? Acho que, porque em algum momento desses quarenta e tantos episódios, cheguei à conclusão de que, título e narrador à parte, não é uma história sobre como Ted encontrou sua alma gêmea. É como se ele usasse essa desculpa de pretexto para contar aos filhos um pouco de quem ele foi na sua juventude, e de como ele chegou até aquele momento da sua vida. Mas, acima disso, de como ele nunca teria alcançado esse estágio não fosse por seus amigos, e de tudo que eles viveram juntos. Mais do que a história de como Ted conheceu a “mother”, é a história da Aunt Lilly e Uncle Marshall, da Aunt Robin e do Uncle Barney, de como aquelas quatro figuras, adicionadas afetivamente àquela família, se tornaram tão essenciais para ele a ponto de praticamente estrelarem suas narrativas.

É uma história de amizade que não caiu, até o momento, nas saídas fáceis que outras tantas séries tentaram utilizar. Depois de duas temporadas, e recentemente renovado para uma terceira (apesar do susto que a CBS deu nos fãs), a força da série se mostrou justamente aquilo que a diferencia dos “grandes sucessos da temporada”: ao invés de grandes reviravoltas e acontecimentos sobrenaturais, How I Met Your Mother é apenas uma história, muito bem contada, e tão humana quanto seus espectadores.

Postado por Roxy

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A long time ago, we used to be friends…

Maio 18, 2007

… mas o público não gostou, e Veronica Mars foi cancelado!

 Ok, quem disse isso foi o Ausiello, mas ele é um cara geralmente confiável. O The Futon Critic jura de pé junto que ainda tá no limbo.

 Um minuto de silêncio pelos nossos amigos de Neptune:

She was a marshmellow

Eu sei que ainda não vi a nossa temporada como deveria. Travei no episódio 10. O ritmo andava quebrado, e quando eu tenho vontade de estrangular a Veronica? Não é um bom sinal. Enfim. Aguardo a series finale para fazer a maratona de episódios que a série merece e comento aqui.

 Quanto ao suposto spin off/quarta temporada mostrando a Veronica no FBI? Ainda bem que desistiram. Pode não ser totalmente out of character pra *ela*, mas acabaria com toda a magia da série. E eu respeito demais o trabalho do Rob Thomas pra querer que ele se submeta a isso. Foi mais longe do que qualquer um de nós esperava… Cupid não teve a mesma chance (mas tinha a Paula Marshall em tempo integral…)

 Postado por Roxy

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Aww- wait for it - some!

Maio 16, 2007

Renovado!

 Postado por Roxy

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Geeks of the world: unite!

Janeiro 22, 2007

Photobucket - Video and Image Hosting

Eu não escrevi nada sobre isso antes porque é quase impossível escrever sobre uma série de TV sem cair no drama dos spoilers. Especialmente uma série que é acompanhada em ritmos diferentes pelas pessoas que eu conheço.

 Mas é impossível deixar de falar de Heroes agora, já que hoje acaba o hiato maldito que nos deixou órfãos por tanto tempo. Estamos na metade da primeira temporada. A segunda já está garantida. A pergunta é: vai ter fôlego pra tudo isso, ou vai ser atacada pelo Lostzilla?

 Em primeiro lugar, é preciso entender o porquê de Heroes ser tão cultuada. Na minha opinião, é um indício de que a cultura nerd está tomando proporções tiranossáuricas no horário nobre, e eu não sei se isso é bom ou ruim. Alguns diriam, por exemplo, que, dentro da lógica de “super-heróis em horário nobre”, Smallville chegou primeiro. Apenas quero lembrar a essas pessoas que Smallville *não* é sobre super-heróis, é um The Lana Lang Show com tendências Melrose Place.

A melhor maneira que eu encontrei pra explicar o que *é* Heroes pras poucas almas hereges que restam à minha volta foi: imagina Corpo Fechado (Unbreakable, do Shyamalan) transformado em seriado. Os poucos que responderam com “eu nunca vi esse filme” foram sumariamente retirados da minha agenda de telefones. Mas é a comparação mais óbvia: pessoas comuns que percebem que são extraordinárias e que lutam pra entender o que está acontecendo, e o que devem fazer com aqueles “poderes”.

O grande trunfo da série, na verdade, é também o seu melhor personagem: Hiro (Masi Oka) é um nerd clássico, perfeitamente consciente dessa sua nova “condição” e que aceita com naturalidade que toda a sua vida mudou em função disso. Por ter um conhecimento de cultura pop que faz com que ele esteja à frente dos outros “heróis” na hora de entender as mudanças por que todos passam, Hiro é como um dos tantos nerds fãs da série. Ele é um de *nós* no meio *deles*.

Mas voltando à primeira dúvida: Heroes consegue se manter, ou cai na maldição da segunda temporada? Difícil saber. Já estamos na metade da primeira e, mesmo com alguns encontros fortuitos, a única vez em que vimos todos os heróis juntos foi numa visão do Peter (Milo Ventimiglia), no finalzinho do episódio 11. E não era uma visão das mais otimistas. Talvez depois desse hiato tenha chegado a hora de parar de apresentar os personagens (e fazer com que eu GOSTE deles, até os que não são tão importantes assim) e partir de vez pro que interessa.

Ação. Com super-heróis. No mundo “real”.

Os nerds de todo o mundo agradecem.

Considerações spoilerentas…. Siga sob seu próprio risco!

postado por Roxy

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Minha vida é um seriado

Janeiro 11, 2007

Eu já disse isso sobre muitas séries.

Tá, algumas.

Basicamente Dawson’s Creek. Um pouco de Felicity. Minha Vida de Cão, claro. E Anos Incríveis. Mas era sempre um que outro elemento ou, no caso de DC, a identificação com um personagem do sexo oposto.

Até eu assistir My Boys.

My Boys é uma série da TBS, a rede pública americana. Não tem atores famosos (a não ser que se conte o Kyle Howard, e eu realmente não acho que alguém além de mim e da Bebe lembre bem de Grosse Pointe a ponto de saber quem é). Mas tem um elenco afinadinho e que não depende de nome ou de aparência pra fazer a série funcionar.

 E depois de ter crises de riso em praticamente todos os episódios de How I Met Your Mother nessa temporada, eu realmente não achei que a fórmula de “grupo de amigos que está sempre juntos e discute relacionamentos” funcionaria tão bem.

Pode ser que ainda não funcione, eu só vi os dois primeiros episódios!

Basicamente, é a história de uma repórter esportiva do Chicago Sun-Times chamada PJ (Jordana Spiro), que tem como atividades semanais jogar pôquer e beber cerveja com os amigos. Dito assim, o primeiro comentário machista que vem à mente é bem aquele que você está pensando. O que obviamente não corresponde à verdade, já que em termos de relacionamentos amorosos, PJ é tão ou mais atrapalhada do que a Carrie de Sex & The City.

O que, aliás, fez eu me identificar tremendamente mais com ela do que com qualquer uma daquelas quatro patetas. PJ é tão acostumada a ser “um dos caras” que ela age assim mesmo quando todo o resto do mundo espera que ela aja “como menina”. Isso é complicado, mas é possível. Ela não deixa de ser feminina (embora se vista com menos frescura do que a melhor amiga) mas não enxerga a necessidade de agir como uma mulher esteriotipada apenas pra conseguir um encontro.

Esse conflito de ter que deixar de agir como ela mesma para chamar a atenção do sexo oposto parece ser um ponto de partida, e não o foco central da série. Espero que seja realmente assim, porque o apelo da protagonista é justamente mostrar que, mesmo sendo “um dos caras”, ela pode conseguir simplesmente agindo naturalmente o que tantas outras mulheres conseguem através de artifícios e joguinhos.

Como eu disse, essa é uma impressão inicial. Ainda faltam 11 episódios nessa temporada, mas minha expectativas foram mais ou menos igualadas - isso é bom, já que se for melhor, eu vou ficar feliz e, se não for, eu ainda tenho HIMYM. Mas que essa sensação de estar perdida entre um bando de caras e não saber como agir quando o que se quer com um deles não é amizade é tão, mas tão parecida com o que acontece comigo, que eu não tenho como deixar de sorrir.

Isso é sempre bom.

postado por Roxy

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Você sabe o nome, você sabe o número

Dezembro 17, 2006

Sábado eu fui assistir Casino Royale, a mais nova instância dos filmes de James Bond, e o primeiro na qual Daniel Craig faz o papel do até então charmoso e galante espião da inteligência inglesa.

Este filme é uma marca na franquia, pois conta a primeira missão oficial do espião depois de conseguir o seu status como agente “00″. Diferentemente dos filmes anteriores, aonde havia um duelo constante entre Bond e o gênio criminal do momento, que aliás, podia receber mais importância do que o prôprio protagonista que dá nome à série. Aqui, temos um foco completo no personagem de James Bond, que vai além de derrotar o super vilão da vez. Claro, que por outro lado, não seria um filme do 007 se não houvesse uma mente criminosa por trás de tudo, por isso, elementos clássicos da fórmula estão presentes e executados de forma clara e bem dirigida. Mas a principal diferença é que não só é uma história sobre o início da carreira do espião tão famoso, é o começo de uma nova série: Esqueça a história do “batido e não mexido”, ou do carro que fazia praticamente tudo sozinho. Este James Bond é bom de briga e não tem medo de usar os punhos para pegar o seu alvo, como a cena inicial do filme mostra claramente. Tendo em vista esse papel de “instrumento contundente”, Daniel Craig é perfeito para o papel, com cenas que se aproximam mais dos filmes de kung-fu do que dos antecessores da franquia.

Uma outra coisa que eu percebi depois de sair do cinema, apesar de talvez ser óbvia, é que 007 é possivelmente a franquia de maior sucesso da história do cinema: o primeiro filme, Dr.No, é de 1962. Isso nos 44 anos de filmes que foram mudando discretamente, mas conseguiu realizar 21 instâncias sobre basicamente o mesmo enredo, sendo que até aonde eu sei, cada um foi um sucesso de bilheteria em seu tempo, criando suas próprias tradições e excentricidades, como a abertura e trilha sonora fabulosa. Esta franquia é a prova absoluta e definitiva de que uma fórmula pode dar certo sim, se bem aplicada e bem dirigida. Tanto que a EON Production, detentora dos direitos para o personagem só fez um filme fora dessa série.

Assim, assista um ótimo filme de ação, um ótimo filme do 007, e que nos dá a certeza que ainda veremos muito mais dele na tela, até o ponto em que nossos netos nos visitarão para nos contar o últimos feitos deste espião imortal.

postado por Frank

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Fora de ritmo

Dezembro 15, 2006

Não, o título não é para falar dos longos e tenebrosos hiatos desse blog, embora sirva para isso também.

Na verdade é para falar de um filme (!) que eu vi no cinema (!!) ontem (!!!): Step Up.

O pobre filme começou mal. Foi lançado aqui no Brasil com o infeliz nome de Ela Dança, Eu Danço, fazendo alusão a uma música tão infame quanto o resultado final.

Por quê eu fui ver esse estrago?

Vejamos:

1) Filme adolescente

2) Com dança

3) Que aparentava ser do gênero “kung-fu aplicável a” que eu tanto gosto (e.g.: Strictly Ballroom)

E por quê eu não gostei?

Em primeiro lugar, eu até gostei. Pra um filme da Sessão da Tarde, ele tem cara de segunda, no máximo terça-feira. É no mesmo nível de Shout: Dois Corações, Uma Só Batida. Que ainda tinha o John Travolta no elenco, vê só.

Mas Step Up peca no princípio: se a idéia era misturar Save the Last Dance (No Embalo do Amor) com Center Stage (Sob a Luz da Fama), faltou fôlego nos dois aspectos.

Ok, as cenas de dança *são* legais. Mas o recheio é que segura um filme, e a idéia que passa é que eles estão mais interessados em mostrar o povo rebolando do que contar uma história. Várias seqüências de montagem de cenas com fundo musical poderiam ter sido usadas para, por exemplo, criar um conflito maior entre o mocinho, Taylor (Channing Tatum) e o seu *rival* Brett (Josh Henderson). Do jeito que foi mostrado nas enormes duas cenas em que eles contracenam, a impressão que dá é que eles quase saem no tapa sem nem saber quem o outro é, e o resultado final é uma coisa meio David Silver de 90210 na fase hip-hop (Tyler) versus Justin Timberlake pré-Cameron Diaz (Brett). Não dá pra levar a sério um antagonismo desses.

Aliás, muitas storylines sobrepostas também dificultam, porque não há tempo de desenvolver todas de uma forma satisfatória, e acaba ficando tudo pela metade. O conflito entre Tyler e seus amigos acontece e se resolve com as frases mais cretinas que um diálogo poderia acontecer. A crise de relacionamento entre Tyler e Nora (Jenna Dewan) é tão, mas tão patética que nem dá pra sentir pena dos dois. Se salvam os “melhores amigos” Miles e Lucy, os coadjuvantes mais passáveis do negócio todo.

O final é tão óbvio que, duh, deixa pra lá.

Mas como eu dizia, Step Up não consegue ser tão “gueto e politicamente correto” quanto Save the Last Dance, nem tão artisticamente divertido quanto Center Stage. Os atores principais só podem ser iniciantes, porque as expressões dramáticas têm o alcançe… Bom, inexistente.

E por quê eu não coloco tudo isso como um desastre total?

Porque o meu gosto é muito, muito duvidável.

postado por Roxy